“A indústria tem um papel fundamental na recuperação econômica do país”, diz presidente do BNDES

Para o presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), Paulo Rabello de Castro, a indústria será protagonista na retomada do crescimento do país. O economista esteve nesta quinta-feira (22) na Findes  para participar do Conexão Cindes, evento realizado em parceria com o Ibef-ES (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças).

Rabello apresentou o planejamento estratégico do banco até 2035, que é praticamente uma proposta para o desenvolvimento do Brasil. “A indústria traz, mais que qualquer outro segmento, a inovação. E o BNDES pretende estar junto daqueles que quiserem empreender nessa área”, destacou.

Segundo o presidente do Sistema Findes, Léo de Castro, o fortalecimento da indústria capixaba contribui diretamente para o crescimento do Espírito Santo. “Um Estado que tem uma indústria forte, gera mais oportunidades. A indústria é um investimento que cria raízes e que desenvolve toda cadeia produtiva. É onde estão os maiores salários e é a responsável por 2/3 dos investimentos em inovação no Brasil. Então, essa aposta do BNDES na indústria é o que também acreditamos”.

Com o fortalecimento das indústrias e a estabilização da economia, o presidente do BNDES lançou um desafio para o Estado e para o governador Paulo Hartung, também presente no evento: crescer entre 50% a 100% a mais que o PIB do país. “Enquanto falamos em uma taxa média de 3,5% ao ano para o Brasil, o Espírito Santo precisa crescer na faixa de 4,5% a 5% ao ano”, propôs.

Investimentos no ES

O total de desembolsos do BNDES para o setor privado no Espírito Santo cresceu 13,9% em 2017, totalizando R$ 630 milhões. Desse total, a maior alta foi para o setor de infraestrutura, chegando a 93%. O setor industrial teve queda de desembolsos de 18%, o que representou R$ 91 milhões em todo o ano passado.

Confira aqui o total de desembolsos do BNDES no Espírito Santo em 2017:

Indústria: R$ 91 milhões

Infraestrutura: R$ 280 milhões

Comércio e Serviços: R$ 151 milhões

Agropecuária: R$ 110 milhões

 

Por: Camila Uliana

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Sistema Findes lança a Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem no ES

Solenidade teve palestra de Ellen Gracie e presença de representantes políticos e do setor produtivo capixaba, empresários e profissionais da área jurídica

O Sistema Findes, por meio do Centro da Indústria do Espírito Santo (Cindes), lançou nesta sexta-feira (09), a Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem. A cerimônia aconteceu no auditório da Findes e contou com a presença de representantes políticos, empresários e profissionais da área jurídica.

Criada com o objetivo de melhorar o ambiente de negócios e trazer segurança jurídica para empreendedores, a Câmara é presidida pelo ex-conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Luiz Cláudio Allemand e tem como vice-presidente o desembargador federal aposentado Antônio Cruz Neto.

“Vamos além dos interesses da indústria, implantando uma ferramenta que traz benefícios para todo o Espírito Santo, viabilizando a manutenção de investimentos e a geração de novas empresas. Que a Câmara traga agilidade, eficácia e segurança jurídica para quem dedica tempo para a tarefa de empreender em terras capixabas”, afirmou o presidente do Sistema Findes, Léo de Castro.

Os números reafirmam a importância da mediação para a melhoria do ambiente de negócios no Brasil. Dados do Centro de Arbitragem e Mediação da Câmara de Comércio do Brasil – Canadá, que responde por 45% do mercado nacional de Arbitragem, mostram que houve crescimento de 44% no total de processos arbitrais no último ano, totalizando valores de R$ 11,9 bilhões. Em pouco mais de 20 anos de atuação a Câmara Fiesp Ciesp acumula mais de 400 casos solucionados.

 

Para Allemand, a Câmara representa uma “cultura do bem”, ao propiciar aos investidores capixabas segurança jurídica e efetividade na busca de desenvolver empregos no estado.

“Já consolidada na América do Norte, na Europa e, em solo brasileiro, no Estado de São Paulo, a arbitragem representa diversas vantagens: é um processo rápido, com custo menor; tem cláusula de confidencialidade; dá autonomia às partes para escolha dos árbitros; não demanda a complexidade da interpretação das regras processuais; e garante princípios do contraditório, da ampla defesa e da igualdade”, argumenta o presidente da Câmara.

A vice-presidente da Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem Ciesp-Fiesp, Ellen Gracie Northfleet, afirmou que a instalação da Câmara ajuda a justiça ao retirar de sua responsabilidade casos que podem ser solucionados por meio da construção de uma conciliação entre as partes.

“O direito é uma tecnologia de vivência social. Não podemos ficar apenas com as soluções do passado. Muitos casos podem ser resolvidos consensualmente entre as partes”.

Ellen Gracie falou também sobre os novos mecanismos que estão sendo utilizados em outros países, como o dispute board, um mecanismo de justiça preventiva no qual membros de um comitê atuam durante a execução dos contratos proporcionando uma espécie de gerenciamento que previne o escalonamento das divergências e conflitos.

Conheça o site da Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem – Findes / Cindes.

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