“A economia brasileira está em modo de espera”, é o que afirma o economista-chefe do BNDES, Fabio Giambiagi ao analisar o cenário econômico do país nos últimos anos e os rumos que devem ser seguidos. É exatamente esse assunto que ele aborda na palestra “Brasil: desafios para retomada do crescimento”, tema da edição de junho do “Conexão Cindes”, que acontece no dia 21 de junho, às 18h30, no auditório do Findes.

“O país está em uma encruzilhada, marcante e difícil para sua história e se não forem tomadas medidas para dar continuidade ao ciclo de reformas do governo atual, podemos ter a continuidade muito perigosa do endividamento público. É uma história que não acaba nunca”, defende.

Para o economista, que prefere analisar a situação do país além de 2018, a indústria tem um papel importante para a retomada da economia, sendo responsável por 25% do PIB brasileiro. “Mas, as reformas são os pontos cruciais para que o Brasil entre nos eixos, sobretudo a Reforma da Previdência”,ressalta.

Autor há onze anos do livro “Reforma da Previdência”, Giambiagi defende a abrangência do texto da reforma e acredita que é crucial para a sustentabilidade do teto de gastos e das contas públicas. “Se aprovada a reforma da previdência, podemos estar com um desempenho melhor, o aumento da renda e a queda do desemprego. Começaremos esse ciclo com inflação baixa, sem pressões no local do trabalho como ocorreu em 2012 e 2013, e com ambiente internacional favorável, apesar de juros externos altos”, afirmou.

Para Fabio Giambiagi a retomada econômica depende de nós. “O país não está lidando com uma situação em que haja problemas dramáticos no mundo, como os enfrentados nos anos 1990”, comenta. “Depende da capacidade das forças políticas se colocarem em acordo e manterem condições de um diálogo adulto e maduro acerca das medidas que o país precisa”, sentenciou.

Sobre o cenário político incerto para o pleito de 2018, e que pode interferir ainda mais no momento crítico em que vivemos, o economista utiliza um conceito muito utilizado pelos homens de negócios, embora afirme não se muito fã do termo, o “wait and see”.

“Não é um momento de tomar decisões de investimentos pesados, na casa dos R$ 300 milhões, R$ 500 milhões, sem saber ao certo como vai ser a condição do país. Pode-se fazer investimentos aqui e ali, mas as decisões com gastos mais pesados devem esperar as definições de 2019. A economia brasileira está no modo espera. É isso”, apontou.

Quer entender um pouco mais sobre esse assunto e as melhores estratégias para serem pensadas neste momento econômico? Então, não perca essa chance e garanta a sua vaga no Conexão Cindes de junho. Inscreva-se:  bit.ly/conexaocindesjunho.

Serviço

Conexão Cindes – Junho

“Brasil: desafios para retomada do crescimento”

Data: 21 de junho

Hora: 18h30

Local: Auditório da Findes – 9º andar

Inscrições: bit.ly/conexaocindesjunho

 

Sobre o palestrante

Fabio Giambiagi

É economista de grande renome, mestre em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atualmente é economista-chefe do BNDES. Com vários artigos publicados internacionalmente, tem uma trajetória ao longo dos anos em instituições como BID, IPEA, Ministério de Planejamento e Orçamento, PUC, UFRJ, dentre outras .

 

Por Fiorella Gomes

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